O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, delineou um plano estratégico para o Brasil enfrentar um cenário global de crescente instabilidade, marcado pela disputa entre potências e um movimento de desaceleração da globalização. Em suas recentes declarações, Durigan enfatizou que o desenvolvimento econômico do país está intrinsecamente ligado à robustez de sua base industrial, defendendo a necessidade de uma política industrial ativa.
Durante sua visita a Campo Grande, o ministro ressaltou que o Brasil não consegue prosperar sem uma indústria forte e que o alto custo do crédito é o principal entrave para destravar investimentos. Ele defendeu a redução dos juros como medida essencial para baratear o financiamento e estimular a produção, a inovação e a geração de empregos qualificados. Segundo Durigan, o livre mercado absoluto tem dado lugar a medidas protecionistas em grandes economias, indicando que o Brasil também pode precisar de instrumentos como financiamento público e proteção comercial para setores estratégicos.
A visão do ministro abrange também a importância da responsabilidade fiscal e do ajuste nas contas públicas, que, segundo ele, abrem espaço para a queda dos juros e ampliam o investimento em áreas cruciais. Durigan classificou o atual sistema tributário como complexo e burocrático, defendendo a reforma tributária como uma mudança estrutural necessária para aumentar a competitividade. Ele também justificou a revisão de benefícios fiscais, argumentando que incentivos federais devem estar atrelados a investimentos concretos.
Além dos aspectos econômicos, Durigan fez questão de sublinhar que o crescimento sustentável depende da preservação das instituições democráticas e da segurança jurídica. Ele alertou para os riscos de enfraquecimento institucional e defendeu o fortalecimento dos órgãos de controle, afirmando que a previsibilidade e a confiança no funcionamento do Judiciário e demais instituições são fundamentais para atrair investidores. O ministro concluiu que o Brasil não construirá um projeto de desenvolvimento sólido sem o fortalecimento de sua base industrial.
