O Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou crescimento de 0,2% da atividade econômica em janeiro de 2026, perante o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia avançou 1,2% em janeiro e 1,9% no trimestre findo em janeiro. A taxa acumulada nos 12 meses até janeiro foi de 2,2%.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, esse foi o terceiro crescimento consecutivo da atividade. Apesar disso, segundo ela, se confirma a “expectativa de estabilidade na economia em meio ao elevado patamar atual dos juros no país”.
O consumo das famílias cresceu 1% no trimestre móvel encerrado em janeiro, mantendo ritmo de crescimento semelhante ao observado no fim do ano passado. O resultado reflete contribuições positivas de todos os seus componentes, com destaque para o consumo de serviços, responsável pela maior parcela da expansão. Com isso, o consumo das famílias completa três trimestres móveis consecutivos de crescimento mais expressivo.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 4,2% no trimestre móvel até janeiro, mantendo a trajetória de retração observada desde o fim de 2025. Os segmentos da construção e de máquinas e equipamentos contribuíram negativamente para o componente, sendo máquinas e equipamentos o principal responsável pelo resultado, com recuo de 4,7% no trimestre móvel até janeiro.
A exportação cresceu 11% no trimestre móvel até janeiro, sendo que todos os componentes tiveram contribuição positiva. Mais de 75% desse crescimento foi explicado pelo bom desempenho das exportações de produtos agropecuários, da extrativa mineral e de serviços.
Já a importação caiu 1,3% no trimestre móvel findo em janeiro, resultado influenciado principalmente pela forte contribuição negativa das importações de bens intermediários, mas também pelas importações da extrativa mineral e da agropecuária. Em sentido oposto, as importações de bens de consumo apresentaram crescimento e contribuíram positivamente. Assim, apesar do avanço em alguns segmentos, a retração concentrada em bens intermediários foi determinante para o recuo das importações no período.
Em termos monetários, estima-se que o PIB em valores correntes em janeiro de 2026, tenha sido de R$ 1,078 trilhão.
A taxa de investimento em janeiro foi de 19,1%.
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