A atividade econômica da Argentina cresceu 4,4% em 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (24) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Em seu segundo ano de mandato, o presidente Javier Milei continua promovendo um amplo ajuste na economia com foco em estímulo às exportações, forte corte de gastos públicos e combate à inflação.

Em dezembro, o Indicador Mensal de Atividade Econômica (EMAE) ― amplamente acompanhado e que ajuda a antecipar o PIB do país ― teve um crescimento de 3,5% em comparação com o mesmo mês de 2024 e um avanço de 1,8% em relação ao mês anterior, representando uma recuperação já que a atividade em novembro recuou 0,3%.

Onze dos setores que compõem o indicador registraram alta em relação ao mesmo mês do ano anterior, liderados pelo setor de agricultura, pecuária, caça e silvicultura, que avançou 32%, impulsionado por uma produção recorde de trigo.

Por outro lado, quatro setores registraram queda na comparação interanual, com destaque para Indústria de transformação, que recuou 3,9%, e Comércio atacadista, varejista e reparação, que recuou 1,3%.

O governo Milei espera uma retomada da economia em 2026, após os dois primeiros anos de seu mandato que conseguiram reduzir de forma significativa a inflação, em parte por meio de fortes medidas de corte de gastos.

Após dois anos marcados por forte ajuste fiscal, o governo aposta em uma retomada mais consistente a partir de 2026. Milei conseguiu reduzir de forma expressiva a inflação, em parte por meio de cortes profundos nos gastos públicos, mas ainda enfrenta o desafio de reativar setores ligados à indústria, ao consumo e à construção.

Agora, ele trabalha para aprovar uma ampla reforma trabalhista, que, segundo argumenta, impulsionará a economia e criará mais empregos formais. A proposta enfrenta forte oposição de sindicatos, que afirmam que as mudanças revogariam direitos trabalhistas históricos e essenciais.