Indicadores econômicos apontam um crescimento de 1% na atividade econômica de Santa Catarina entre janeiro e maio de 2026. Embora o número seja positivo, ele não reflete a diversidade de cenários enfrentados por empresas e setores no estado. Os dados do Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central, compilados pela FIESC, revelam que o avanço ocorreu mesmo em um contexto de juros elevados e incertezas no cenário internacional.
No detalhamento por setores em maio, o comércio catarinense registrou um crescimento expressivo de 4,7% em comparação com o mesmo mês de 2025. A indústria, por sua vez, apresentou uma alta de 0,5%, enquanto o setor de serviços teve um avanço mais modesto de 0,1%. Essas variações mostram que o desempenho econômico não é homogêneo em todo o estado.
Uma perspectiva diferente emerge de uma pesquisa do Sebrae/SC sobre pequenos negócios no primeiro trimestre de 2026. O levantamento indicou que mais de 42% dos empresários consultados relataram uma queda no faturamento em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apenas um pouco mais de um quarto dos entrevistados afirmou ter experimentado crescimento.
Essa aparente contradição é explicada pela diferença nas métricas: os indicadores agregados sintetizam milhares de atividades em um único número, mas nenhuma empresa opera dentro dessa média. Fatores como o setor de atuação, a dependência de crédito, a demanda e as condições de investimento influenciam diretamente a performance individual de cada negócio. A divergência também se manifesta no mercado de trabalho: em maio, a indústria eliminou 450 vagas formais, enquanto os serviços abriram 892. Apesar disso, o acumulado de janeiro a maio de 2026 ainda mostra um saldo positivo de 61,6 mil empregos formais em Santa Catarina, evidenciando a complexidade e a segmentação da economia estadual.


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