Priorizar nos meus resultados Google Ler Resumo A economia foi o principal palco de disputa política nas redes sociais na primeira semana da campanha eleitoral de 2026, com temas como impostos e juros dominando o debate. Uma pesquisa do Instituto Democracia em Xeque revela a intensa ofensiva da extrema-direita contra o governo Lula, enquanto a esquerda focou em saúde e educação. Este resumo foi útil?

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A economia foi o principal campo de disputa política nas redes sociais na primeira semana oficial da campanha eleitoral de 2026. Entre 18 e 24 de agosto, impostos, juros, dívida pública e a chamada “taxa das blusinhas” ajudaram a concentrar a conversa sobre política nacional, enquanto ataques ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva deram o tom da ofensiva da extrema-direita. É o que mostra o novo levantamento do Instituto Democracia em Xeque (DX), que analisou 413. 354 publicações no período e identificou 21. 742 posts distribuídos em cinco grandes eixos narrativos, responsáveis por 224,7 milhões de interações.

O eixo Política Nacional reuniu 35% das publicações e 36% das interações, o maior volume registrado pelo instituto.

A direita respondeu por 64% dos posts desse conjunto, contra 28% da esquerda e 8% da imprensa. A disputa em torno da agenda tributária foi o principal combustível do debate, com conteúdos sobre impostos, juros, dívida pública e economia sendo usados para sustentar a narrativa de que o governo Lula estaria distante das dificuldades econômicas da população. Do outro lado, a esquerda concentrou sua produção em entregas nas áreas de saúde e educação e na articulação do governo no Congresso.

A ofensiva econômica foi especialmente concentrada no campo da extrema-direita. Segundo o levantamento, 47% das publicações produzidas por esse segmento trataram de Política Nacional, enquanto a esquerda destinou 58% de seus posts à mobilização de campanha.

A economia aparece como um terreno particularmente fértil para essa batalha porque permite transformar questões concretas — preço, imposto, renda, juros e endividamento — em argumentos políticos sobre Lula.

Não por acaso, os conteúdos de maior alcance de Lula também passaram pelo bolso do eleitor. O Reel mais visto do presidente, com 1,8 milhão de visualizações, tratou da isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50.

A estratégia de Flávio Bolsonaro foi diferente — e alcançou números muito maiores. O Reel de maior alcance do senador chegou a 19 milhões de visualizações e associava Lula à criminalidade em uma peça satírica. Outro vídeo, com 5,9 milhões de visualizações, justificava sua ausência no debate da Band e atacava o poder de compra das famílias, os impostos e as investigações envolvendo Lulinha.