Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, obteve o green card dos Estados Unidos, documento que lhe confere o status de residente permanente no país. A concessão ocorre aproximadamente um ano e meio após sua mudança para os EUA, em fevereiro de 2025, período em que ele declarou estar sofrendo "perseguição política" em solo brasileiro.
Com o green card, Eduardo e sua família ganham o direito de residir permanentemente nos Estados Unidos, com acesso a diversos benefícios. Entre eles estão a possibilidade de trabalhar em qualquer setor da economia americana, utilizar serviços públicos e, cumprindo os requisitos legais, futuramente solicitar a cidadania. Contudo, residentes permanentes não possuem o direito de voto em eleições federais nos EUA e devem atentar para a duração de suas ausências do país, a fim de não perderem o status migratório.
A obtenção do documento acontece em um contexto de tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, e após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter condenado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, além de multa, por acusações relacionadas à tentativa de interferência em processos judiciais e articulação com autoridades americanas para pressionar o STF.
Juristas apontam que o green card é um status migratório e não retira a nacionalidade brasileira nem impede a atuação da justiça brasileira. Assim, eventuais investigações ou condenações no Brasil continuam produzindo efeitos e não há imunidade contra pedidos de extradição. No entanto, a efetivação de uma extradição dependeria de análise das autoridades americanas, conforme tratado bilateral, e o atual cenário de desgaste diplomático torna essa hipótese pouco provável.



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