Há um tipo de infraestrutura que não aparece nas fotos aéreas, mas define o destino de um país. Não é feita de concreto, mas de conhecimento. É a infraestrutura invisível da educação — o alicerce de qualquer nação que aspira crescer de forma sustentável, inovadora e justa.

Segundo a OCDE, o Brasil gasta 5,8% do PIB em educação, acima da média de países desenvolvidos, mas ainda figura entre os 20 piores colocados no ranking do PISA. Isso revela um paradoxo: investimos muito, mas com baixa eficiência. Além disso, 70% dos jovens brasileiros afirmam não se sentir preparados para o mercado de trabalho (CNI, 2024).

A nova economia — guiada pela inteligência artificial, pela transição energética e pela sustentabilidade — exige um tipo diferente de capital humano. Não basta operar máquinas; é preciso pensar criticamente, resolver problemas complexos e colaborar em rede. A educação, portanto, deixa de ser política social e passa a ser política econômica.

O setor privado tem um papel decisivo. Investir em requalificação, estimular o aprendizado contínuo e apoiar projetos educacionais é gerar valor para o país. A educação técnica, por exemplo, é o elo que conecta inovação e empregabilidade. Em recente estudo, ainda inédito e que realizamos em parceria com o Instituto Millenium e especialistas da área de educação, alternativas são discutidas para a evolução da educação no Brasil. Há caminhos possíveis.

Quando uma pessoa aprende, toda uma rede prospera — famílias, empresas e comunidades. Essa é a base da prosperidade real: a que nasce do saber. O futuro de um país não se constrói apenas com tijolos e aço, mas com ideias, valores e educação.