Em uma análise que foge do campo de futebol para adentrar o universo da educação, o Brasil se encontra em uma posição de segundo lugar em um grupo hipotético que simula o desempenho de seu grupo na Copa do Mundo de 2026. Ao comparar o Brasil com seus adversários de chave – Escócia, Marrocos e Haiti –, percebe-se que, no cenário educacional, o país sul-americano ficaria atrás da nação europeia, mas à frente dos outros dois.

Os critérios utilizados para essa avaliação comparativa incluem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que reflete a qualidade de vida, saúde, educação e renda; o desempenho em disciplinas básicas como matemática, medido pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa); a taxa de alfabetização; e o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à educação. Nesta disputa, a Escócia demonstra uma superioridade notável, com um IDH de 0,946, significativamente mais alto que o do Brasil, que registra 0,786.

No quesito desempenho em matemática, os dados do Pisa 2022 expõem uma lacuna considerável: 73% dos estudantes brasileiros não atingiram o nível 2 de proficiência, o que indica dificuldades em resolver problemas matemáticos básicos. A Escócia, por sua vez, apresenta apenas 24% de seus alunos nessa faixa, enquanto Marrocos se situa em 82%. O Haiti, que não participa do Pisa, enfrenta desafios ainda mais profundos devido à instabilidade política e pobreza, impactando diretamente sua capacidade educacional.

Entretanto, na taxa de alfabetização, o Brasil se aproxima da Escócia, ambos com índices acima de 95%, contrastando com Marrocos e Haiti, que ficam em torno de 65%. Essa diferença aponta para estágios distintos na universalização da educação básica. Quanto aos gastos com educação, Marrocos surpreende ao destinar um percentual maior de seu PIB (6%) em comparação com a Escócia (5,9%) e o Brasil (5,6%). Contudo, a capacidade de investimento por aluno é consideravelmente maior nos países com maior PIB per capita, como a Escócia.