O Brasil se prepara para um possível aumento nos casos de dengue e chikungunya devido à chegada do fenômeno El Niño. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño deve se manifestar de forma moderada a forte a partir do segundo semestre deste ano, trazendo consigo alterações significativas no clima.
O aquecimento das temperaturas médias e as mudanças no padrão de chuvas são fatores determinantes que favorecem a circulação do mosquito Aedes aegypti. Essas condições climáticas são ideais para a reprodução e sobrevivência do vetor, estimulando a formação de novos focos e, consequentemente, elevando o risco de transmissão das doenças.
Embora os dados mais recentes até junho de 2026 indiquem uma redução considerável nos casos de dengue e chikungunya – com quedas de 73% e 46%, respectivamente – o cenário climático iminente exige atenção redobrada das autoridades de saúde e da população. A manutenção de medidas preventivas e de combate ao mosquito é crucial.
A relação entre eventos climáticos extremos e o agravamento de crises sanitárias é um tema recorrente. O El Niño, conhecido por seus impactos em diversas regiões do planeta, representa um desafio adicional para os sistemas de saúde pública, que precisam estar preparados para lidar com um possível aumento na demanda por atendimento e para intensificar as campanhas de conscientização e controle.
