O cenário eleitoral catarinense para 2026 aponta para uma diminuição substancial de 32% no número de candidaturas a deputado estadual e federal. Essa projeção é um reflexo direto das alterações legislativas implementadas nos últimos anos, que visaram reestruturar o sistema partidário brasileiro e, por consequência, a participação nas disputas eleitorais.

As reformas políticas recentes trouxeram consigo novas regras para a formação e funcionamento dos partidos, incluindo cláusulas de desempenho e a restrição à criação de legendas sem representatividade consolidada. Tais medidas buscaram incentivar a fusão de partidos com ideologias semelhantes e fortalecer aqueles com maior base eleitoral, o que naturalmente leva a uma redução no número total de legendas ativas e, consequentemente, de candidatos.

Em Santa Catarina, a adaptação a esse novo quadro legislativo tem sido um desafio para diversas agremiações. A necessidade de cumprir novas exigências e a busca por alianças estratégicas para garantir viabilidade eleitoral resultaram em um menor número de partidos com potencial para lançar candidaturas em larga escala. Isso significa que, embora o número de vagas a serem disputadas permaneça o mesmo, a concorrência se dará entre um grupo menor de candidatos.

Especialistas apontam que essa tendência pode ter impactos tanto na representatividade quanto na polarização do debate político. Por um lado, a concentração de forças em menos partidos pode fortalecer legendas maiores e mais estruturadas. Por outro, a redução no leque de opções pode levar a um debate mais focado e, possivelmente, a uma maior clareza para o eleitorado sobre as propostas em disputa.