Uma ala da Corte tem creditado a esse encontro, ocorrido na terça-feira (6), a motivação principal para a decisão do ministro Luiz Fux de determinar a entrega da íntegra do inquérito das fake news e outras investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a seu gabinete em 48 horas – ordem que acabou barrada por Fachin nesta sexta (9).
No julgamento sobre abertura de investigação contra Moraes, Fux citou a existência de uma “PF paralela” que estaria monitorando o ministro André Mendonça, até então relator do caso Master. Luiz Fux também votou a favor de afastar Andrei Rodrigues do comando da corporação.
Fachin diz que atos de Moraes no inquérito das Fake News estão preservadosDiretor da PF apoia sugestão de Gilmar de proibir delegados no STFGilmar defende saída de delegados da PF que atuam em gabinetes do STF Por isso, segundo relatos de pessoas próximas a Fux, ele teria ficado incomodado com a reunião, fora da agenda, de Moraes com Rodrigues e os diretores de Divisão de Crime Organizado, Dennis Cali, e de Inteligência, Leandro Almada – que também teve voto de Fux para ser retirado do posto.
A existência da reunião foi revelada pelo site Poder360 e confirmada pela CNN Brasil.
A desconfiança foi ampliada devido ao momento da reunião. A polícia deve entregar na próxima semana um relatório com todas as citações a ministros do Supremo que surgiram ao longo das investigações do caso Master.
No documento, deve constar detalhes da relação de Moraes com Daniel Vorcaro, mas também deve haver menções às conversas entre o filho de Fux, o advogado Rodrigo Fux, e o ex-dono do Master.


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