Um encontro fundamental para debater o futuro da segurança digital nas escolas foi realizado em Recife, promovido pelo JC Educação em colaboração com a Bett Brasil e a plataforma Educa. O evento reuniu especialistas de diversas áreas para discutir os crescentes desafios impostos pelo cyberbullying, pelo uso cada vez mais integrado da inteligência artificial (IA) no cotidiano dos estudantes e por outros crimes digitais. O objetivo foi traçar caminhos para garantir um ambiente escolar mais seguro e preparado para as novas realidades da era digital.

A discussão ganhou ainda mais relevância em virtude do aumento exponencial do acesso às telas por crianças e adolescentes, e da necessidade de ir além do desenvolvimento intelectual. Especialistas enfatizaram que a formação dos alunos na sociedade contemporânea exige um forte investimento no desenvolvimento de habilidades socioemocionais, essenciais para que os jovens possam navegar com segurança e discernimento no mundo hiperconectado. O combate à violência virtual e aos riscos cibernéticos foi apontado como intrinsecamente ligado à formação humana.

O evento ocorre em um momento estratégico para o Brasil, com o avanço de marcos regulatórios importantes no combate à impunidade na internet. Recentemente, a "Lei Felca" (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) foi sancionada, estabelecendo mecanismos de verificação e responsabilizando plataformas digitais pela proteção de menores de 18 anos em ambientes virtuais. Além disso, a Lei 14.811/2024 tipificou o bullying e o cyberbullying como crime no Código Penal, conferindo às escolas uma responsabilidade ampliada na mediação e prevenção desses conflitos.

Para abordar o tema de forma abrangente, o JC Educação reuniu um time de convidados com visões distintas, englobando segurança pública, pesquisa tecnológica e gestão emocional. A mediação ficou a cargo de Mirella Araújo, titular da coluna JC Educação, que ressaltou a importância de discutir não apenas a prevenção e o enfrentamento de práticas como o cyberbullying, mas também o uso responsável e crítico de ferramentas como a IA. A programação contou ainda com painéis sobre a parceria entre escola e família na aprendizagem e debates sobre os principais pontos discutidos, reforçando a necessidade de ações conjuntas entre instituições de ensino, famílias e o poder público para construir um futuro digital mais seguro para os estudantes.