O Espírito Santo deu um passo significativo na modernização de suas forças de segurança com um investimento superior a R$ 14 milhões em tecnologias voltadas para a investigação criminal e serviços de inteligência. Os recursos, aplicados no primeiro semestre de 2026, foram provenientes do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp) e integram a estratégia do Programa Estado Presente em Defesa da Vida. O montante foi direcionado para aprimorar as capacidades da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SEI/Sesp), da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) e da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES).

As aquisições incluem ferramentas avançadas de processamento e análise de dados, projetadas para agilizar a produção de evidências e dar suporte a investigações complexas, com ênfase no combate ao crime organizado. O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, destacou que o investimento fortalece a capacidade das polícias de gerar conhecimento, analisar informações e aumentar a resolutividade de crimes. "Com forças policiais mais equipadas e preparadas, estamos fortalecendo a capacidade de investigação, resposta e resolutividade de crimes em território capixaba", afirmou Damasceno.

O subsecretário de Comando e Inovação da Sesp, Guilherme Pacífico, explicou que o Espírito Santo está construindo um ecossistema tecnológico robusto, integrando diversas ferramentas para otimizar a segurança pública. Um dos pontos cruciais é a interoperabilidade desses sistemas com órgãos estaduais e federais, como a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Receita Federal, Detran e Secretaria da Fazenda. "O desafio não é apenas adquirir tecnologia, mas integrar todos esses sistemas e colocá-los à disposição da população", ressaltou Pacífico.

Entre as tecnologias implementadas, o reconhecimento facial se destaca, completando um ano de uso em junho. Essa ferramenta tem sido fundamental na identificação e captura de indivíduos com mandados de prisão em aberto, abrangendo crimes como homicídio, tráfico de drogas, estupro e roubo. As informações geradas pelos sistemas são encaminhadas ao Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR) para análise e acionamento imediato das forças policiais. Os resultados já são visíveis nos índices criminais, com redução de homicídios e crimes patrimoniais no primeiro semestre de 2026 em comparação com o ano anterior, que já havia registrado os melhores índices desde 1996. Além do combate à criminalidade, os sistemas também auxiliam na localização de pessoas desaparecidas e em ações de emergência e apoio a outros órgãos públicos, demonstrando a versatilidade da inovação tecnológica na segurança do estado.