A pesquisa ouviu representantes de empresas de diferentes setores, que totalizam 300 mil colaboradores. A todo, 77,8% das empresas não possuem orientação relacionada ao direito à desconexão.
"A desconexão deixou de ser apenas uma discussão sobre qualidade de vida e passou a fazer parte da gestão dos fatores de risco psicossociais. Em um ambiente de trabalho cada vez mais conectado, é fundamental que as empresas estabeleçam limites claros para preservar a recuperação física e emocional dos trabalhadores. A tecnologia deve apoiar a produtividade, e não ampliar continuamente a jornada de trabalho", afirma Ana Carolina Peuker, psicóloga, Diretora da ABQV e uma das coordenadoras do levantamento.
O que acontece com seu corpo quando você passa uma semana sem redes sociaisAcademia já não diferencia mais o online do offline, afirma psicólogaCelular sem internet melhora a felicidade e o foco, mostra estudo O levantamento ainda apontou que apenas 22,2% afirmaram adotar esse tipo de iniciativa. Entre as organizações que não possuem a prática, 55,6% disseram que não estudam implantá-las.
Ao serem questionadas sobre a relevância de incentivar os trabalhadores a se desconectarem após o expediente, 35,6% atribuíram notas entre 4 e 5. Isso demonstra que o assunto ainda é recente na percepção das lideranças.
"As empresas já reconhecem que a desconexão é importante, mas o próximo passo é transformar esse entendimento em cultura, processos e liderança. Criar ambientes psicologicamente saudáveis passa também por respeitar os momentos de descanso e recuperação dos trabalhadores", conclui Fátima Macedo, Diretora da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e uma das responsáveis pelo levantamento.
A pesquisa também apurou as ações voltadas à prevenção dos fatores de risco psicossociais. Por fim, 64,4% das empresas não possuem programas de prevenção de riscos para a saúde mental. Somente 35,6% afirmam desenvolver iniciativas para a área.
