O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera provável a imposição de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos ainda nesta semana. Essa nova tarifa surge em um contexto de tensões comerciais, com outra taxa de 25% sobre itens vendidos pelo Brasil aos EUA prestes a entrar em vigor a partir desta quarta-feira.

A medida de 12,5% seria uma resposta americana para contornar restrições impostas pela Suprema Corte dos EUA, que derrubou uma tarifa anterior de 10% aplicada ao Brasil e a outros países no ano passado. Essa tarifa de 10% perde validade nesta semana, abrindo espaço para a nova sobretaxa.

A justificativa para a nova taxa está ligada à acusação de importação de bens produzidos com trabalho forçado. Segundo o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a gestão Donald Trump pretende anunciar tarifas para cerca de 60 países sob essa alegação, incluindo o Brasil. A investigação americana aponta que o Brasil compra produtos de países com práticas trabalhistas questionáveis, o que configuraria uma concorrência desleal com o mercado americano.

O governo brasileiro, contudo, avalia que o impacto dessa nova taxa pode ser menor do que o inicialmente previsto, e auxiliares do presidente Lula indicam que uma reversão da decisão era considerada mais provável para a taxa de 25% anunciada anteriormente. A investigação sobre trabalho forçado abrange produtos como alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco, e a decisão final sobre a cumulatividade das taxas com a de 25% é aguardada para os próximos dias.