Uma nova proposta de taxação por parte dos Estados Unidos, defendida pelo Representante Comercial americano (USTR), pode ter um impacto significativo nas exportações brasileiras. Segundo projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI), caso as tarifas sejam implementadas, aproximadamente 31,6% dos produtos enviados pelo Brasil para o mercado norte-americano passariam a ser taxados em 37,5%, um aumento considerável em relação aos atuais 10%.

Além disso, a CNI estima que outros 3,6% dos embarques brasileiros para os EUA estariam sujeitos a uma tarifa de 12,5%, o que representa uma elevação de 2,5 pontos percentuais em comparação com a alíquota atual de 10%. Essa movimentação tarifária ocorre após a conclusão de uma investigação americana que aponta supostas práticas do governo brasileiro que "oneram ou restringem" o comércio com empresas dos Estados Unidos.

O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem buscado ativamente reverter essa situação. Durante a participação do presidente na reunião de líderes do G7, na França, há expectativas de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A avaliação do Palácio do Planalto é que a proposta de tarifa adicional, justificada por Washington com base em alegações de práticas comerciais desleais, ainda pode ser revertida por meio de negociações diplomáticas.

No entanto, a equipe brasileira considera a sobretaxa vinculada à alegação de insuficiência de ações contra o trabalho forçado como uma decisão praticamente consolidada por parte dos Estados Unidos. Essa perspectiva indica que, mesmo com os esforços de negociação, parte das novas tarifas pode se tornar uma realidade, exigindo adaptações e estratégias por parte dos exportadores brasileiros para mitigar os efeitos econômicos.