Em meio aos conflitos no Oriente Médio e ao aumento das disputas geopolíticas por recursos estratégicos, a busca por soberania energética ganhou ainda mais espaço nas agendas globais.

Nesse cenário, o Brasil, detentor de uma das maiores reservas de petróleo do mundo e de uma das matrizes energéticas mais limpas entre as grandes economias, surge diante do desafio de transformar sua abundância de recursos naturais em vantagem competitiva.

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É sob essa perspectiva que os jornais O GLOBO e Valor Econômico promovem, nesta terça-feira, o debate “Energia e soberania: a posição do Brasil”, reunindo executivos e especialistas para discutir minerais críticos, estratégia industrial e o papel do país na reorganização das cadeias globais de valor.

O debate faz parte do projeto Transição Energética, iniciativa do GLOBO e do Valor Econômico, com patrocínio da Vale. A transmissão pôde ser acompanhada ao vivo no Youtube do Jornal O GLOBO:

O evento contará com duas mesas de debates. A primeira começa às 10h e tem como tema “Minerais críticos, tecnologia e novas dependências globais”. O painel vai analisar como o país pode converter suas reservas naturais e potencial tecnológico em ativos estratégicos, mitigando riscos de dependência no novo tabuleiro da energia limpa.

O debate terá a participação de José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES; Aline Nunes, gerente de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram); e Rafaela Guedes, CEO da RG Impact e sênior fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). A mediação será de Rafael Rosas, jornalista do Valor Econômico.

Às 11h, o segundo painel, intitulado “Autonomia energética e estratégia industrial para o século XXI”, vai explorar o papel da política industrial e da diplomacia econômica na redução de vulnerabilidades externas.

Com mediação de Alexandre Rodrigues, jornalista de O GLOBO, a discussão focará em como a inovação e a agregação de valor podem sustentar o desenvolvimento nacional de longo prazo, contando com as contribuições de Leonardo Euler, vice-presidente de assuntos governamentais da Vestas para América Latina; Nivalde José de Castro, coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ; e Sérgio Romani, CEO da Genial Energy.