A legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro filiou ao menos 16 novos deputados e perdeu quatro. Atualmente, a bancada já soma 100 membros, superando o tamanho garantido nas Eleições de 2022.

Após 16 trocas, Planalto deve anunciar novas saídas ministeriaisGleisi diz que Planalto está “inclinado” a enviar PL com urgência sobre 6x1Prisões, votação suspensa e sala-cofre: relembre histórico da CPMI do INSS Em comparação, o União Brasil foi o partido que mais perdeu nomes – 18, no total – e teve apenas duas novas filiações. Para superar as perdas, o União aposta no fortalecimento da sigla com a formação da federação partidária com o PP.

A janela partidária é o prazo para que deputados federais, estaduais e distritais podem mudar de sigla sem sofrer punições. O período para as trocas é de um mês, tendo começado em 5 de março e se estendendo até esta sexta-feira (3).

Em segundo lugar entre os partidos com mais adesões está o PSBD, com nove deputados novos na bancada.

A sigla, que tem perdido espaço político nos últimos anos, ganhou fôlego com as mudanças. Entre os novos filiados está o ex-ministro do governo Lula (PT) Juscelino Filho (MA), que deixou o União Brasil.

Nesta semana, a fase final da janela partidária e o feriado próximo da Páscoa motivaram esvaziamento na Câmara. Nos últimos dias, parlamentares intensificaram as atividades e agendas em suas bases eleitorais.

A janela partidária para cargos em eleições proporcionais – é o caso de vereadores e deputados – é aberta somente em anos eleitorais e seis meses antes das eleições. O princípio da fidelidade partidária para essas funções prevê que o mandato pertence ao partido, e não ao candidato eleito.

Por esse motivo, a janela não é necessária para migrações partidárias de quem ocupa cargos majoritários, em que são eleitos os mais votados, independentemente das votações recebidas pelos partidos.

Assim, prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República podem mudar de legenda a qualquer momento, desde que respeitado o prazo mínimo de seis meses de filiação antes da data da eleição.

Nesta quarta-feira (1°), dois senadores de Minas Gerais anunciaram mudanças de legendas. Cotado para disputar o governo do estado, Rodrigo Pacheco deixou o PSD para se filiar ao PSB. E Carlos Viana saiu do Podemos para o PSD.

Antes, o senador Sergio Moro (PR) migrou do União Brasil para o PL, o que abriu espaço para uma disputa ao governo do estado do Paraná.