Em um evento de pré-candidaturas do Partido Liberal (PL) realizado em Florianópolis, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, reiterou sua defesa pelo fim da reeleição presidencial. Contudo, em suas declarações à imprensa, ele levantou a discussão sobre a duração do mandato, afirmando que os atuais quatro anos são "muito pouco". As falas geraram a necessidade de esclarecimentos por parte do parlamentar, que já havia mencionado a possibilidade de um "governo de oito anos".

Bolsonaro explicou que a ideia de um governo mais extenso estaria atrelada a uma eventual alteração na Constituição que aumentasse a duração do mandato presidencial, uma vez extinta a reeleição. "Eu não sei como vai ser o processo legislativo, se o Congresso vai acabar com a reeleição e manter em quatro anos, se o Congresso vai acabar com a reeleição e passar o mandato para cinco anos", declarou, indicando que a proposta seria submeter à análise do Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para este fim, caso seja eleito.

Além das discussões sobre o modelo eleitoral e a duração do mandato, Flávio Bolsonaro abordou outros temas de relevância nacional. Ele comentou a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PI), afirmando que o parlamentar é "acusado de crimes graves e que estão sendo apurados". O pré-candidato também destacou seu conhecimento do cenário político em Brasília, afirmando saber "jogar o jogo do poder" e como identificar áreas para redução de despesas. Ele citou a gestão do governo de Santa Catarina como um modelo a ser seguido em nível federal.

Durante o evento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro expressou convicção de que a "missão" de seu pai ainda não terminou, chegando a projetar que ele "subirá a rampa do Planalto" em 2027. Em tom crítico ao governo atual, o pré-candidato avaliou que o Partido dos Trabalhadores (PT) entrará em um período de "insignificância" a partir do próximo ano.

No que tange à segurança pública, Flávio Bolsonaro defendeu propostas contundentes. Entre elas, a mudança da Constituição Federal para promover a redução da maioridade penal. Mais cedo, ele já havia manifestado a necessidade de classificar organizações criminosas atuantes no Brasil como grupos terroristas, buscando endurecer o combate à criminalidade organizada.