O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender uma postura de linha dura na segurança pública, prometendo ser "radical" na área e criticando duramente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações ocorreram durante um evento em São Paulo neste sábado (20), que marcou o lançamento da pré-candidatura ao Senado do deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Em seu discurso, Flávio Bolsonaro apresentou o programa "Brasil sem Medo" e anunciou a intenção de criar mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário. O objetivo, segundo ele, é prender traficantes, narcoterroristas de facções como o Comando Vermelho e o PCC, além de milicianos e "ladrões de celular". "Não vamos nos acostumar mais a viver com medo. Quem tem que ter medo é vagabundo", declarou o senador, que havia lançado um programa similar para segurança pública na quinta-feira (18).
O evento em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, contou com a presença de diversas lideranças do PL e de aliados políticos. Telões exibiam imagens geradas por inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro, permitindo que militantes tirassem fotos com uma representação digital do ex-chefe do Executivo, que cumpre pena em regime domiciliar. Flávio Bolsonaro aproveitou a ocasião para acusar o governo Lula de ser "condescendente com criminosos" e atribuir ao Planalto a responsabilidade pelo escândalo da máfia do INSS.
O senador também fez menção a familiares do presidente Lula, citando o irmão José Ferreira da Silva, o Frei Chico, e o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em relação a desvios em entidades sindicais e a um lobista investigado pela Polícia Federal. Flávio Bolsonaro vestia uma camiseta da seleção brasileira com o nome de Neymar, jogador que foi ironizado por Lula no dia anterior. Após o discurso, o senador evitou a imprensa. O evento também serviu para apresentar a chapa bolsonarista em São Paulo, que inclui o governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, e Guilherme Derrite, que deve disputar o Senado.
