O senador Flávio Bolsonaro emitiu duas notas fiscais no valor de R$ 500 mil cada para a empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. em 7 de abril de 2025. Posteriormente, ambas as notas foram canceladas. A Copenhagen é uma empresa investigada por supostas ligações com o Caso Master.

Dois dias após a emissão das notas canceladas, em 9 de abril de 2025, uma terceira nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, foi emitida para a empresa Contábil Correa. Diferentemente das notas anteriores, esta não foi cancelada. Em comum, tanto a Copenhagen quanto a Contábil Correa tiveram, em períodos diferentes, o mesmo administrador, Rogério Lourenço Novo.

Artur Figueiredo, que na época da emissão das notas para a Copenhagen era sócio majoritário da empresa e diretor financeiro da Trustee DTVM, também é uma figura relevante no contexto. Relatórios da Polícia Federal indicam que a Trustee DTVM era a principal administradora dos fundos do Master Asset Management. Embora Figueiredo permaneça na DTVM, ele deixou a Copenhagen em julho de 2025, abrindo caminho para Rogério Lourenço assumir a direção da empresa.

Em resposta às informações, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais negando qualquer irregularidade. Ele declarou ter recebido os valores por serviços advocatícios privados, sem qualquer vínculo com Daniel Vorcaro, e que não aceitou trabalhar para a Copenhagen, a qual ele mencionou ser supostamente utilizada por Vorcaro para pagamentos. A Trustee DTVM, por sua vez, emitiu nota esclarecendo que, como administradora do fundo Estônia Multiestratégia, não possuía ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen ou negociações com o Banco Master. A CNN informou que não conseguiu confirmar a existência de investigações sobre a Contábil Correa ou sobre a emissão e cancelamento das notas fiscais em questão.