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21.out.2026 às 23h16 Diminuir fonte Aumentar fonte São Paulo O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) teria participado de uma festa em uma lancha em Brasília com lobistas e prostitutas em julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19, de acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira (21) pela revista piauí.
Segundo a publicação, os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, organizaram a festa para o senador na esperança de se aproximar do governo Jair Bolsonaro (PL) e fechar um acordo para fornecer a vacina indiana Covaxin, cuja fabricante, a Bharat Biotech, diziam representar.
Ainda segundo a revista, com a ajuda do agente de viagens Raphael Barão, Trento e Maximiano realizaram um churrasco a bordo de uma lancha no lago Paranoá, em Brasília, que teve a presença de três prostitutas trazidas de São Paulo. Flávio teria comparecido ao evento acompanhado de Alexandre Santini, à época amigo e sócio do senador na loja de chocolates que supostamente lavava dinheiro no esquema de "rachadinha" pelo qual o filho do ex-presidente foi investigado.
A revista diz que a festa durou das 10h30 às 15h, contou com uma compra no valor de R$ 1.949 em um restaurante e que Flávio desceu à cabina da lancha com uma das prostitutas ao longo do evento. Ao fim, Trento teria presenteado o senador com um Rolex, relógio de luxo.
Flávio Bolsonaro ainda não se manifestou sobre o teor da reportagem da revista.
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A vacina contra a Covid só chegaria ao Brasil no ano seguinte.
Trento, Maximiano e Barão foram investigados na CPI da Covid, no Senado, sob suspeita de lavagem de dinheiro, o que eles negam. Flávio defendeu a Precisa Medicamentos durante a CPI, chegando a elogiar a diretora da empresa, Emanuela Medrades.
O caso Covaxin acabou se tornando fator de desgaste para o governo Bolsonaro naquela época. Luis Ricardo Miranda, que era chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, relatou ao Ministério Público ter sofrido pressão incomum para assinar o contrato para a compra da vacina. A aquisição acabou suspensa.
A revista piauí diz que, três meses depois da festa na lancha, Flávio abriu caminho para que Maximiano fosse recebido pelo então presidente do BNDES, Gustavo Montezano, com o objetivo de discutir financiamento para um novo empreendimento do empresário no ramo de telecomunicações.
Na época, quando a história veio a público, publicada pela revista Veja, Flávio disse que não mantinha relação comercial ou financeira com Maximiano.
Procurados pela revista, Trento e Maximiano também não se manifestaram.
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