O senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou o plano "Brasil Sem Medo", uma iniciativa ambiciosa voltada para a área de segurança pública, que propõe medidas rigorosas e controversas no combate ao crime organizado. O projeto visa classificar facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, reduzir a maioridade penal e expandir o sistema prisional com a construção de novas unidades.

A divulgação do plano ocorre em um momento considerado estratégico, buscando desviar o foco de polêmicas recentes envolvendo o senador e capitalizar sobre a percepção de insatisfação popular com o desempenho do governo federal na área de segurança. Uma pesquisa recente indicou que a maioria dos entrevistados considera a atuação do governo Lula nessa área como "péssima".

Entre as propostas centrais do "Brasil Sem Medo" está a adoção nacional da classificação de grupos criminosos como "narcoterroristas", seguindo o modelo americano, com o objetivo de "asfixiar" seus negócios ilícitos e prender seus líderes. Bolsonaro também defende a redução da maioridade penal para 16 anos e o abatimento de criminosos armados com fuzis pelas forças de segurança.

O plano prevê ainda a construção de cinco novos presídios inspirados no modelo de El Salvador e a criação de 500.000 novas vagas prisionais em quatro anos para eliminar o déficit carcerário. Outras medidas incluem a castração química para estupradores, aumento de investimentos em segurança e a instalação de um milhão de câmeras de reconhecimento facial em locais estratégicos.