O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma carta ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Robert Lighthizer, solicitando que o governo americano reconsidere a imposição de novas tarifas sobre importações brasileiras. Na missiva, o senador aponta uma suposta crise econômica e fiscal no Brasil como justificativa para um recuo dos EUA, argumentando que sanções comerciais poderiam prejudicar a população brasileira.

Flávio Bolsonaro detalha na carta que o Brasil enfrenta uma "grave deterioração fiscal e econômica", citando o aumento da dívida pública, que ultrapassou 80% do PIB, recordes de inadimplência entre pessoas físicas e jurídicas, e um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial de empresas. Ele enfatiza que a imposição de novas tarifas causaria "sérios danos ao povo brasileiro", descrevendo os americanos como "parceiro e amigo".

A iniciativa do senador ocorre em um contexto de recomendação da USTR para a aplicação de tarifas de 25% sobre uma parcela das importações brasileiras. Paralelamente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou a família Bolsonaro de interferir nos assuntos brasileiros durante uma visita a Donald Trump. O PT, partido do atual governo, já apelidou a medida americana de "TariFlávio".

Na carta, Flávio Bolsonaro expressa confiança em sua eleição como presidente do Brasil e se oferece para que sua futura equipe de transição negocie um amplo acordo de comércio e investimentos com os Estados Unidos, baseado em livre mercado e aliança estratégica. O senador também agradeceu um encontro anterior com Lighthizer e a designação de facções criminosas como organizações terroristas, medida criticada pelo governo brasileiro.