O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve reunido nesta terça-feira (17) com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para reforçar um pedido de prisão domiciliar em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação da defesa do ex-mandatário ocorre em meio a um recente agravamento do quadro de saúde, que levou Bolsonaro a ser internado com broncopneumonia. O encontro, descrito como técnico pelo senador, visava apresentar novas justificativas para a mudança no regime de custódia.
Atualmente detido na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília, o ex-presidente apresentou um quadro de broncopneumonia na última semana, exigindo internação hospitalar. A defesa argumenta que a permanência no local de custódia atual representa riscos significativos à sua recuperação e à sua saúde geral, especialmente pela falta de monitoramento contínuo, conforme expresso na nova petição entregue ao STF.
Segundo Flávio Bolsonaro, que concedeu declarações em frente ao hospital onde seu pai está internado, a reunião com o ministro Moraes teve um caráter estritamente técnico e objetivo. “Foi uma conversa objetiva, como advogados que pediram uma audiência com o juiz da causa. Expusemos as nossas razões”, relatou o senador. Ele informou que o ministro ficou de avaliar o novo pedido da defesa em um momento oportuno, sem estabelecer um prazo para sua decisão.
O senador reiterou a preocupação com o estado clínico do ex-presidente e os perigos associados à manutenção da prisão no local atual. Apesar de reconhecer que Jair Bolsonaro tem recebido bom tratamento no 19º Batalhão e sido atendido prontamente em momentos de mal-estar, Flávio enfatizou que o argumento central para a prisão domiciliar é a necessidade de um ambiente com monitoramento constante. A defesa sustenta que a saúde do ex-chefe do Executivo tende a piorar se ele permanecer onde está, devido aos riscos de passar períodos do dia, especialmente durante a noite, sem vigilância adequada.
