O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve reunido nesta terça-feira, 17 de outubro, com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma audiência que teve como pauta principal o pedido de concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa partiu da defesa do ex-chefe do Executivo, que protocolou um novo requerimento junto à Corte máxima, argumentando a necessidade de revisão do regime de custódia devido a um quadro de saúde delicado.
O principal argumento apresentado para a solicitação é o recente agravamento da saúde de Jair Bolsonaro. Detido em Brasília, na unidade conhecida como Papudinha, o ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia na última semana, o que elevou as preocupações de seus advogados e familiares. A defesa sustenta que a continuidade da prisão no local atual pode representar riscos adicionais e dificultar o monitoramento e tratamento adequados para sua condição clínica.
Após o encontro com o ministro, Flávio Bolsonaro concedeu declarações em frente ao hospital onde seu pai está internado, na capital federal. Ele caracterizou a reunião como estritamente técnica e objetiva, ressaltando que a abordagem foi a de advogados que buscam uma audiência com o juiz da causa. Segundo o senador, foram expostas as razões do pedido, e o ministro Moraes indicou que irá avaliar o novo requerimento da defesa em momento oportuno, sem, contudo, definir um prazo para a decisão final.
O senador enfatizou a preocupação com o estado clínico de Bolsonaro e os potenciais riscos de sua permanência no atual local de custódia. Embora reconheça que o ex-presidente tem sido bem tratado no 19º Batalhão e recebeu atendimento rápido quando passou mal anteriormente, a defesa argumenta que o quadro de saúde tende a piorar sem monitoramento contínuo. A preocupação se estende à possibilidade de o ex-presidente permanecer sozinho em diversos momentos do dia, especialmente durante a noite, o que poderia agravar sua condição em caso de emergência médica.
