O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima suas projeções para o crescimento da economia brasileira em 2026. Em seu mais recente relatório, a instituição agora estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país expandirá 2,4% neste ano, um acréscimo de 0,5 ponto percentual em comparação com as projeções divulgadas em abril. Para 2027, a nova estimativa do FMI aponta para uma expansão de 2,2%, representando um aumento de 0,2 ponto percentual em relação ao relatório anterior.
O FMI atribui a resiliência do crescimento brasileiro a diversos fatores. Entre eles, destacam-se os termos de troca favoráveis para exportadores de petróleo fora de zonas de conflito, como o Brasil. Além disso, a política fiscal robusta, o consumo privado forte e uma safra expressiva no primeiro trimestre de 2026 contribuíram significativamente para essa revisão otimista das projeções.
A diretora-adjunta do Departamento de Pesquisa do FMI, Petya Koeva Brooks, classificou o ajuste nas previsões para a economia brasileira como "significativo". Ela ressaltou que a posição do Brasil como exportador de petróleo, o apoio da política fiscal e a força do consumo privado são os principais pilares que sustentam essa melhora nas projeções. A forte performance do agronegócio no início do ano também foi apontada como um fator relevante para o crescimento.
As novas projeções do FMI para o Brasil em 2026 (2,4%) superam as expectativas de economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus, que apontavam para uma expansão de 1,99%. O Ministério da Fazenda, por sua vez, manteve sua previsão de 2,3% para o ano, antecipando que o FMI realizaria uma revisão para cima. O FMI também projeta que o crescimento global ficará em 3% em 2026 e 3,4% em 2027.
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