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15.out.2026 às 9h21 Atualizado: 15.out.2026 às 11h54 Diminuir fonte Aumentar fonte São Paulo O Brasil deve subir para a oitava maior economia do mundo em 2027, segundo projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) apresentadas nesta quinta-feira (15).

O fundo projeta que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro irá para US$ 2,8 trilhões (R$ 14,08 trilhões) no próximo ano. Com isso, o Brasil ultrapassaria Itália (US$ 2,77 trilhões) e Rússia (US$ 2,68 trilhões).

Em 2026, a estimativa do FMI é que o Brasil cresça a US$ 2,65 trilhões, ficando na décima colocação. O fundo prevê que a economia brasileira permanecerá em oitavo lugar em 2028 (US$ 2,9 trilhões), 2029 (US$ 3,06 trilhões), 2030 (US$ 3,22 trilhões) e 2031 (US$ 3,4 trilhões).

Além do Brasil, outra mudança no top 10 para o próximo ano é a ascensão da Índia para quarta maior economia mundial, com um PIB que alcançará US$ 4,52 trilhões (R$ 22,8 trilhões), e do Reino Unido para quinto lugar, com US$ 4,49 trilhões.

Em compensação, o Japão cairá para a sexta posição, com US$ 4,47 trilhões.

Veja a projeção dos dez maiores PIBs do mundo, segundo o FMI

A Índia registrou um crescimento robusto nos últimos anos, apesar das turbulências comerciais e geopolíticas globais. O FMI elevou nesta semana sua previsão de crescimento para o país em 2026, que deve alcançar 7%.

O Japão, por sua vez, enfrenta os efeitos de uma população cada vez mais idosa, além de outros fatores que contribuem para a estagnação de sua economia. Este ano o PIB do arquipélago deve crescer apenas 0,7%.

A maior economia do planeta prmanecerá sendo os Estados Unidos, com US$ 34,44 trilhões em 2027, seguidos pela China (US$ 22,94 trilhões) e pela Alemanha (US$ 5,66 trilhões).

Ao divulgar as perspectivas para a Ásia-Pacífico nesta quinta-feira, o diretor regional do FMI, Krishna Srinivasan, ressaltou que a Índia entrou com uma posição de força na atual crise energética provocada pela ofensiva israelense-americana contra o Irã.

"A Índia chegou até aqui com uma base muito sólida", destacou. "O crescimento tem sido forte, a prudência fiscal foi protegida e o país tinha muitas reservas. Neste sentido, responderam bem ao choque", declarou.

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