A Polícia Federal, em uma ação coordenada com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deflagrou a Operação Vem Diesel em 11 estados brasileiros e no Distrito Federal. A iniciativa visa combater práticas abusivas e irregulares no mercado de combustíveis, como o aumento injustificado dos preços nas bombas e a formação de cartel entre empresas concorrentes para controle de mercado. A operação representa um esforço conjunto para proteger o consumidor e garantir a transparência no setor.
Integrada pela Força-Tarefa para Monitoramento e Fiscalização do Mercado de Combustíveis, a ação conta também com a participação ativa de Procons estaduais. O foco principal da investigação é identificar e coibir condutas que possam acarretar prejuízos diretos aos consumidores. As equipes de fiscalização estão atentas a quaisquer indícios de crimes contra a ordem tributária, econômica ou contra as relações de consumo, que, uma vez detectados, serão encaminhados à Polícia Federal para a devida apuração de autoria e materialidade delitiva.
Esta operação se insere em um contexto de fiscalização mais amplo, que tem se intensificado nos últimos meses. Dados divulgados pelos ministérios da Justiça e de Minas e Energia revelaram que, desde o dia 9 de março, já foram fiscalizados 3.181 postos de gasolina e 236 distribuidoras em todo o território nacional. A ANP, por sua vez, fiscalizou 342 agentes regulados, incluindo 78 distribuidoras, e lavrou 16 autos de infração por indícios de prática de preço abusivo, sendo que em um dos casos foi registrado um aumento de 277% na margem bruta do diesel.
Entre as empresas autuadas e que agora são objeto de processo administrativo pela ANP, estão nomes como Alesat, Ciapetro, Flagler, Ipiranga, Masut, Nexta, Phaenarete, Raízen, Royal Fic, SIM Distribuidora, Stang, TDC e Vibra Energia. A continuidade dessas investigações e processos administrativos reforça o compromisso das autoridades em garantir a integridade do mercado de combustíveis e assegurar que os consumidores não sejam lesados por práticas ilegais e anticompetitivas.
