Uma nova portaria publicada no Diário Oficial da União expandiu em 430 toneladas a cota para a captura de tainha na modalidade de pesca de arrasto no estado de Santa Catarina. O acréscimo foi estratégico, destinando 230 toneladas adicionais para a região do Litoral Norte e as 200 toneladas restantes para as áreas do Sul e da Grande Florianópolis.
A decisão, oficializada na última quinta-feira (11), surge como resposta direta às demandas apresentadas pela comunidade pesqueira catarinense. Pescadores relataram uma dinâmica de distribuição irregular da tainha, com a espécie aparecendo em grande quantidade em determinados pontos, mas demonstrando uma ausência significativa em outros trechos do litoral, um cenário atribuído a variações nas condições oceânicas.
O Ministério da Pesca e Aquicultura realizou uma análise comparativa, cruzando os dados de pesca deste ano com registros históricos. A avaliação apontou que, dos 28 municípios litorâneos do estado, apenas três conseguiram alcançar os níveis de produção observados em anos anteriores. O Litoral Norte foi a região mais afetada, com 12 dos seus 14 municípios enfrentando dificuldades severas para capturar a espécie.
Vale ressaltar que a pesca por arrasto havia sido suspensa no domingo anterior (7). Contudo, apenas dois dias depois, um comunicado preliminar sinalizou a liberação para o Litoral Norte. A publicação da portaria que autoriza a modalidade para um número maior de cidades, incluindo a expansão da cota, concretiza o atendimento à reivindicação, especialmente diante do histórico de chegada mais tardia das tainhas às praias do Norte catarinense, como exemplificado pela colônia de pescadores de São Francisco do Sul, que reportou uma captura mínima até o dia 12.
