O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve presente em uma cerimônia realizada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que marcou a autorização para a instalação de 20.976 cisternas em 498 municípios do Brasil. A iniciativa, que conta com um investimento superior a R$ 250 milhões, é uma das maiores ações recentes do governo federal para promover a segurança hídrica no Semiárido brasileiro e beneficiará mais de 20 mil famílias com acesso à água potável.

Durante o evento, também ocorreu a posse do novo presidente da Funasa, Lenildo Morais. O Ministro Padilha enfatizou a relevância da iniciativa, ressaltando que o acesso à água de qualidade é um pilar essencial para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a capacidade de enfrentar os crescentes impactos das mudanças climáticas. "Levar água ao povo do Semiárido brasileiro é uma das ações mais importantes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas", declarou Padilha, explicando que o aumento da temperatura média eleva o risco de secas e enchentes, impondo novos desafios ao saneamento. Ele ainda mencionou o papel histórico da Funasa no combate a doenças relacionadas à falta de saneamento e como a fundação agora contribui para garantir água de qualidade e mais segurança às populações vulneráveis, como parte da adaptação do SUS às mudanças climáticas.

As cisternas serão distribuídas em municípios localizados na Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A tecnologia social empregada permite a captação e o armazenamento de água da chuva para consumo humano, o que, por sua vez, amplia a segurança hídrica, diminui a vulnerabilidade das famílias e contribui para a melhoria das condições de saúde e da qualidade de vida na região. Esta autorização das ordens de serviço representa o início da fase de implantação de um projeto significativo, que trará maior segurança no abastecimento, reduzirá a dependência de fontes hídricas precárias e oferecerá maior proteção diante de períodos de estiagem prolongada.

A seleção dos municípios contemplados foi iniciada pela Funasa em 2025, por meio de um processo público que resultou na escolha de 498 cidades. A prioridade na distribuição das cisternas foi dada a famílias em situação de maior vulnerabilidade social, incluindo aquelas chefiadas por mulheres, pessoas com deficiência, famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e comunidades quilombolas. A medida reforça o compromisso do governo com a equidade e a dignidade, além de fortalecer as ações de saúde ambiental e a resiliência das comunidades frente aos desafios climáticos.