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3.jul.2026 às 16h40 Diminuir fonte Aumentar fonte Bernardo Caram Brasília | Reuters O Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) projetou nesta sexta-feira (3) que o Brasil fechará 2026 com um superávit comercial de US$ 90 bilhões (R$ 465,2 bi), bem acima do saldo de US$ 72,1 bilhões (R$ 372,7 bi) estimado em abril, prevendo um desempenho mais forte das exportações.
Se a projeção se confirmar, será o segundo maior da série histórica, abaixo apenas de 2023, e ficará 32,3% acima do registrado em 2025, quando o país teve um saldo positivo de US$ 68,1 bilhões (R$ 352 bi).
"Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação, quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto", disse o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão.
A nova estimativa aponta para exportações de US$ 394,4 bilhões (R$ 2 tri) neste ano, US$ 30,2 bilhões (R$ 156,1 bi) acima da previsão feita em abril. Para as importações, o Mdic espera um valor de US$ 304,4 bilhões (R$ 1,5 tri), uma elevação de US$ 12,3 bilhões (R$ 63,6 bi) em relação à previsão anterior.
O Mdic também divulgou os números da balança comercial em junho. O mês registrou um superávit de US$ 9,8 bilhões (R$ 50,6 bi), valor próximo ao projetado por economistas em pesquisa da Reuters, que apontava para um superávit de US$ 9,9 bilhões (R$ 51,1 bi). O desempenho do mês foi fruto de US$ 36,3 bilhões (R$ 187,6 bi) em exportações, uma alta de 24,9% ante junho de 2025 e valor recorde para todos os meses da série histórica, e de US$ 26,5 bilhões (R$ 137 bi) em importações, elevação de 14,4%.
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A alta expressiva nas vendas de petróleo ao exterior se deu a despeito do imposto de exportação de 12% implementado pelo governo em março para estimular a permanência do produto no mercado interno em meio ao conflito militar no Oriente Médio. A ampliação dos embarques deve reforçar o caixa do governo, embora haja uma defasagem de dois meses para o recolhimento do tributo.
"O preço do petróleo, na comparação interanual, junho deste ano contra junho do ano passado, cresceu 67,6%. Então, o preço influenciou muito a receita. O volume cresceu também, 6,8%, e fez com que o valor de exportação de petróleo crescesse", disse Brandão.
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Ainda nas exportações, houve ganho de 18% na agropecuária, com maiores vendas de soja, e de 14,7% na indústria de transformação, com embarques mais fortes de carnes, combustíveis e farelo de soja.
Do lado das importações, houve alta de 34% na chegada ao país de bens de consumo, 11,6% para combustíveis, 10,9% para bens intermediários e 5,7% para bens de capital.
No primeiro semestre, o país acumulou um superávit comercial de US$ 42,4 bilhões (R$ 219,1 bi), acima do saldo positivo de US$ 30,2 bilhões (R$ 156,1 bi) dos seis primeiros meses de 2025.
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