O Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), anunciou um conjunto de medidas voltadas para a prevenção e o combate à violência política no país. A iniciativa inclui o mapeamento detalhado de casos que envolvem agentes das polícias estaduais e do Distrito Federal, com o objetivo de garantir a apuração rigorosa de todas as denúncias de ameaças, intimidações e crimes eleitorais.
Durante coletiva de imprensa em Brasília, o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, detalhou as ações. Ele ressaltou a interlocução direta entre a Secretaria-Geral da Presidência e o Ministério, que tem recebido denúncias espontâneas e realizado pesquisas sobre o tema. Borges explicou que as investigações abrangem diversas formas de violência, incluindo crimes eleitorais e violência política de gênero, que são de competência federal e investigadas pela Polícia Federal.
Os estados que apresentaram maior concentração de ocorrências foram Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Para combater a impunidade, foi estabelecida uma força-tarefa com o objetivo de consolidar todos os registros de violência com natureza política, superando a complexidade da descentralização institucional brasileira. O secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enfatizou a importância de garantir a integridade de grupos vulneráveis, como os indígenas, com o apoio da Força Nacional e da Polícia Federal.
Chico Lucas também expressou pesar em relação aos casos envolvendo policiais que atentaram contra a vida de cidadãos. Ele assegurou que os trabalhos administrativos e criminais serão acompanhados de perto para que os responsáveis sejam punidos. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que as medidas anunciadas respondem ao clamor da sociedade contra a barbárie de agredir ou matar alguém por expressar sua posição política, garantindo que tais atos não ficarão impunes.

