A previsão é que o plano seja anunciado em um evento na próxima terça-feira (12), no Palácio do Planalto. Na ocasião, devem ser publicados um decreto presidencial e quatro portarias para regulamentar o programa.

O decreto presidencial deve usar como base o PL Antifacção, aprovado em fevereiro pelo Congresso e sancionado em março por Lula.

A segurança pública, uma das maiores preocupações dos brasileiros, deve ser um dos principais temas de debate na disputa presidencial deste ano. Em busca da reeleição, o presidente Lula tenta consolidar uma bandeira na área para fazer frente ao discurso da direita sobre o tema.

Lula libera crédito extraordinário de R$ 305 milhões para desastresGoverno poderá barrar compra de mineradoras por empresas estrangeirasPL dos minerais críticos amplia controle do governo sobre projetos Segundo apurou a CNN, o Plano de Combate ao Crime Organizado será centrado em quatro eixos principais:

1. Asfixia financeira das organizações criminosas; 2. Elevação da segurança em presídios; 3. Aumento da taxa de esclarecimento de homicídios; e 4. Combate ao tráfico de armas, explosivos e munições.

O plano deve ser financiado com R$ 1,1 bilhão do Orçamento Geral da União, além de R$ 10 bilhões em empréstimos aos estados via Fundo de Investimento de Infraestrutura Social (FIIS), operado pelo BNDES. O fundo é destinado ao financiamento de projetos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

Ainda segundo apurou a CNN, os valores poderão ser aplicados para reforçar ações como o Território Seguro, que visa à retomada de áreas exploradas pelo crime organizado; o Celular Seguro, aplicativo lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater roubos, furtos e golpes digitais; além de iniciativas contra o feminicídio.

Em coletiva no dia em que foi deflagrada a quarta fase da Operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), em 16 de abril, o ministro Wellington César afirmou que o Plano de Combate ao Crime Organizado estava sendo elaborado.

Na ocasião, o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas, afirmou que o programa vai "atacar o andar de cima". Ele citou as operações Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, e a Carbono Oculto, que revelou a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no mercado financeiro.

O presidente Lula também deve tratar do combate ao crime organizado no encontro com o presidente Donald Trump, previsto para a próxima quinta-feira (7), nos Estados Unidos. Em abril, os dois países firmaram um programa de cooperação para fortalecer o combate ao tráfico de drogas e armas.

A parceria foi anunciada em meio à possibilidade de o governo Trump classificar facções brasileiras como organizações terroristas.