Uma startup brasileira de inteligência artificial (IA), a Pax, anuncia planos ambiciosos para ampliar sua presença no Brasil com uma plataforma tecnológica desenvolvida para as forças de segurança pública. A solução inovadora visa combater a criminalidade e otimizar a elucidação de casos, integrando dados de diversas fontes, como câmeras de vigilância e registros policiais.
A plataforma utiliza IA para cruzar informações em tempo real sobre pessoas, veículos, locais e ocorrências, gerando alertas e pistas investigativas. O objetivo é superar a fragmentação de dados e a infraestrutura tecnológica defasada que ainda dificultam o trabalho policial no país. O cofundador Fernando Czapski compara a ferramenta ao "ChatGPT da polícia", destacando seu potencial para transformar a análise de dados e a organização de informações essenciais para investigações.
Os resultados iniciais da plataforma são promissores. Em sua primeira implantação em larga escala na cidade de Luziânia, Goiás, a Pax foi associada a uma redução de 27% nos crimes prioritários, incluindo homicídios, roubos e furtos, em um período de seis meses. Paralelamente, a taxa de elucidação de crimes dobrou e a sensação de segurança da população local aumentou em 59%, segundo dados divulgados pela empresa.
Com um time composto por engenheiros brasileiros com experiência em grandes empresas globais de tecnologia, a Pax busca validar sua capacidade de gerar resultados concretos em cada nova implementação. A empresa ressalta que seu crescimento sustentável depende da entrega de resultados claros e da capacidade de auxiliar as forças de segurança a resolverem casos mais rapidamente e a reduzirem a criminalidade com o apoio da IA. O alto custo do crime no Brasil, estimado em mais de R$ 760 bilhões anuais, reforça a relevância e a oportunidade de mercado para soluções eficazes como a oferecida pela startup.
