Nesse ambiente, o índice da bolsa de valores brasileira fechou em queda de 1,20%, aos 175.739 pontos, enquanto o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) também permaneceu pressionado durante a sessão, refletindo o sentimento negativo dos investidores. O volume financeiro somou R$ 14,1 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$ 18,3 bilhões, indicando menor participação dos investidores apesar da forte volatilidade.
Na China, a queda do minério de ferro e o desempenho negativo das ações de semicondutores, após fortes perdas da SK Hynix e da Samsung, aumentaram as preocupações sobre o ritmo da economia asiática e pressionaram empresas ligadas às commodities. No Brasil, o mercado repercutiu a redução das projeções para a inflação de 2026 no Boletim Focus, o superávit de US$ 2,29 bilhões da balança comercial e a manutenção da expectativa majoritária de corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião de agosto do Copom. No campo político, a decisão do ministro Alexandre de Moraes envolvendo Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro e a pressão sobre a votação da chamada MP do Frete também permaneceram no radar dos investidores, reforçando a volatilidade da bolsa de valores brasileira.
O noticiário corporativo também movimentou intensamente a bolsa de valores brasileira nesta segunda-feira (13/07). Entre as maiores quedas do Ibovespa (BOV:IBOV), destaque para Auren Energia (BOV:AURE3), que recuou 5,45%. A companhia atua no setor de geração e comercialização de energia elétrica, com um portfólio diversificado de usinas hidrelétricas, eólicas e solares. Na sequência apareceu a MRV Engenharia (BOV:MRVE3), com baixa de 5,39%. A incorporadora é uma das maiores construtoras residenciais do país, voltada principalmente ao segmento de habitação popular por meio da marca MRV e da Resia, nos Estados Unidos. Fechando o ranking das maiores perdas ficou a WEG (BOV:WEGE3), que caiu 4,56%. A empresa é referência global na fabricação de motores elétricos, transformadores, equipamentos de automação, soluções para geração de energia e mobilidade elétrica.
Entre as maiores contribuições negativas para o índice estiveram Vale (BOV:VALE3), maior produtora brasileira de minério de ferro e níquel, com queda de 1,79%; Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), um dos maiores bancos da América Latina, que perdeu 1,76%; e Azzas 2154 (BOV:AZZA3), grupo formado por marcas de moda, vestuário, calçados e acessórios, que recuou 3,05%. Já entre as ações mais negociadas da sessão destacaram-se Vale (BOV:VALE3), Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR), gigante integrada de petróleo, gás natural e combustíveis, e Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), concentrando boa parte do giro financeiro do pregão e refletindo o foco dos investidores nas blue chips em um dia de maior volatilidade.
O mercado de juros futuros (BMF:DI1FUT) encerrou esta segunda-feira (13/07) com abertura significativa da curva, refletindo o aumento da aversão ao risco global e o fortalecimento do dólar após a escalada das tensões no Oriente Médio. Os vértices de curto prazo avançaram de forma moderada, enquanto os contratos de média duração concentraram as maiores altas do dia, chegando a subir até 22 pontos-base, movimento superior ao observado tanto na ponta curta quanto na longa da curva. Já os vértices de longo prazo também encerraram em alta, mas com intensidade um pouco menor, indicando que os investidores passaram a exigir prêmios mais elevados para financiar o governo nos próximos anos.
Apesar da pressão sobre toda a estrutura de juros, as opções digitais da B3 continuaram indicando expectativa predominante de flexibilização monetária, com 85% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). O movimento dos DIs também acompanhou a valorização do contrato futuro de dólar (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT), que fechou em alta de 0,34%, cotado a R$ 5,154, e o fortalecimento do índice DXY (CCOM:DXY), que avançou 0,31%, aos 101,2 pontos, reforçando a busca global por ativos considerados mais seguros.
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