Os resultados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), referentes a 2025, expuseram uma acentuada diferença na qualidade do ensino oferecido pelas diferentes unidades federativas do Brasil. Embora o indicador geral tenha alcançado o maior patamar de sua série histórica, a análise detalhada por estado revela um cenário desigual, com regiões apresentando desempenho consideravelmente superior a outras.
Para os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), a média nacional foi de 6,3. No entanto, estados como Amapá registraram o pior desempenho, com 5,5, enquanto o Paraná liderou com 7. Outros estados como Acre, Mato Grosso, Piauí e Rio Grande do Sul ficaram na média esperada para 2025, enquanto oito estados e o Distrito Federal superaram essa marca.
Nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), a média do país foi de 5,3, com o Paraná novamente se destacando como o estado com o melhor resultado. No ensino médio, a média geral foi de 4,5, e o Paraná manteve a liderança com 5,1. Diversos outros estados apresentaram índices acima da média, como Piauí, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Pará, enquanto Ceará e Santa Catarina ficaram na média. Uma parcela significativa dos estados, incluindo muitos da região Norte e Nordeste, registrou desempenho abaixo do esperado.
Especialistas apontam que a continuidade de políticas públicas educacionais, independentemente das mudanças de governo, é um fator determinante para o sucesso observado em alguns estados. A consolidação desses avanços, segundo Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, depende do fortalecimento do planejamento, do monitoramento pedagógico, da formação de equipes técnicas e da manutenção de uma estrutura institucional sólida. A preservação de políticas consistentes e o foco na permanência dos estudantes na escola são considerados essenciais para o futuro da educação brasileira.
