O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apresentou resultados positivos em 2025, marcando os maiores valores da série histórica iniciada em 2005. Os índices do ensino fundamental, tanto nos anos iniciais (1º ao 5º ano) quanto nos anos finais (6º ao 9º ano), registraram elevação tanto nas redes de ensino públicas quanto nas privadas. Da mesma forma, o Ideb para o ensino médio também demonstrou crescimento.
Os dados detalhados, referentes ao desempenho da educação básica brasileira e calculados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC), indicam que nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb subiu de 6 para 6,3 e nos anos finais, de 5 para 5,3. Já o ensino médio avançou de 4,3 para 4,5. Na rede pública especificamente, os anos iniciais passaram de 5,7 para 6,1, os anos finais de 4,7 para 5,0 e o ensino médio de 4,1 para 4,3.
O Ministério da Educação também destacou o avanço na redução de municípios com Ideb abaixo de 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2025, 442 municípios se encontravam nessa situação, uma diminuição considerável em relação aos 1.097 registrados em 2023 e aos 4.110 de 2005. Para auxiliar essas localidades, a pasta anunciou a oferta de assistência técnica focada nos processos de aprendizagem e o acompanhamento de ações específicas. Adicionalmente, está em desenvolvimento um plano de ação e metas para atender às demandas do Novo Plano Nacional de Educação (PNE), com ênfase em aprendizagem e equidade.
As avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2025, que compõem o cálculo do Ideb, abrangeram milhões de estudantes em todo o território nacional. Os resultados revelam um aumento nas médias de desempenho em língua portuguesa e matemática em todas as etapas avaliadas, desde o 5º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio. Em relação aos estados, todas as unidades da Federação apresentaram melhora nos anos iniciais do ensino fundamental, com a maioria também registrando avanços nos anos finais e no ensino médio, embora alguns estados tenham permanecido estáveis ou apresentado queda em etapas específicas.
