O Brasil registrou um declínio acentuado em sua posição no ranking global da indústria, caindo para a 69ª colocação no primeiro trimestre deste ano. Os dados, compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) com base em informações da Unido, braço da ONU para o desenvolvimento industrial, revelam um cenário preocupante para o setor produtivo nacional.
Essa posição atual representa a segunda pior marca consecutiva para a indústria brasileira. Em um ano, o país perdeu 36 posições, saindo da 33ª colocação no primeiro trimestre de 2024 para a atual 69ª. No início de 2025, o Brasil ocupava a 47ª posição, indicando uma deterioração contínua e acentuada.
Apesar de uma ligeira melhora em relação ao quarto trimestre de 2025, quando o país figurava na 80ª posição, o desempenho geral da indústria brasileira segue aquém dos anos anteriores. A queda de 1,8% na atividade industrial em um período anterior foi atribuída à interrupção do ciclo de crescimento nacional, em um contexto de taxa de juros elevada a 15%.
No primeiro trimestre deste ano, a produção industrial brasileira apresentou um avanço de 1,5% em comparação com o trimestre anterior, um índice ligeiramente superior à média global de 1,2%. Contudo, a performance anual acumulada manteve-se negativa em -0,1%, contrastando fortemente com o crescimento médio global de 3,1% nos últimos 12 meses. Países como Angola e Cazaquistão apresentaram os maiores avanços, enquanto Catar e Suíça figuraram entre os que mais caíram.
