Com inflação de 3,97%, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Fortaleza e Região Metropolitana (RM) para o primeiro semestre de 2026 foi o quarto maior do Brasil.

A taxa foi menor apenas que as observadas em São Luís (4,37%), Aracaju (4,2%) e Campo Grande (4%), e teve uma diferença de 0,61 ponto percentual (p.p.) da nacional (3,36%).

Os grupos educação (6,14%) e transportes (5,48) puxaram a alta frente ao resultado do ano passado, sobretudo pelo aumento no valor do ônibus urbano, 20,41%, do táxi, 18,69%, e do óleo diesel, 17,36%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 10 de julho, e se referem às famílias com rendimentos de um a quarenta salários mínimos, independentemente da fonte de rendimentos.

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A alta semestral também foi acompanhada pelos outros sete grupos de produtos e serviços pesquisados:

Dentre os produtos, os que mais aumentaram de preço foram frutas e verduras da categoria de alimentação e bebidas: tomate (128,48%), batata-inglesa (121,13%), cenoura (115,73%), cebola (66,27%) e manga (25,62%).

Por outro lado, os itens que ficaram mais baratos na Grande Fortaleza no acumulado do ano foram:

Em junho, a inflação da Grande Fortaleza foi de 0,15% na comparação com maio. O índice ficou levemente acima do observado no Brasil (0,14%).

Nesse recorte, diferentemente do registrado no semestre, três grupos apresentaram deflação: vestuário (-0,4%), habitação (-0,31%) e transportes (-0,28%).

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No restante, as altas ficaram entre 0,03% em educação e 1% em artigos de residência.

O cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) se refere a famílias que recebem de um a cinco salários mínimos.

Na Grande Fortaleza, o INPC, no semestre, foi de 4,08%. O resultado foi o 4º maior do Brasil e ficou acima do nacional (3,51%).

A inflação, no período, foi puxada, principalmente, pelo transporte (6,77%) e pela educação (6,15%). Não ocorreu nenhuma baixa no acumulado dos primeiros seis meses do ano na comparação com 2025.

Nesse recorte, os produtos que mais registraram acréscimos nos preços foram:

Por outro lado, as maiores baixas ocorreram nos valores do transporte por aplicativo (-14,73%), vestido infantil (-10,43%), açúcar cristal (-9,22%) peixe-merluza (-8,72%) e óleo de soja (-8,19%).

No semestre, o IPCA do Brasil foi de 3,36%. O índice, além de ser maior do que o observado em igual período de 2025, quando a taxa foi de 2,99%, foi o maior registrado para os primeiros seis meses do ano desde 2022.

No período, as maiores altas vieram de educação (5,29%) e alimentação e bebidas (4,56%).

Os itens que mais pesaram nos bolsos dos brasileiros foram: pepino (155,47%), cenoura (103,14%), tomate (82,41%), batata-inglesa (82,11%) e morango (60,97%).

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As baixas foram observadas no preço do abacate (-41,3%), laranja-baía (-32,81%), laranja-lima (-23,36%), banana-maçã (-18,9%) e transporte por aplicativo (-13,23%). No recorte, entretanto, nenhum grupo apresentou deflação.

Em junho, a inflação da Grande Fortaleza foi de 0,15% na comparação com maio. O índice ficou levemente acima do observado no Brasil (0,16%)