Daniel Vorcaro, empresário sob investigação por supostas fraudes envolvendo o Banco Master, alterou sua estratégia de defesa após ter duas propostas de colaboração premiada rejeitadas pela Polícia Federal (PF). A nova abordagem, que já havia sido noticiada, foca em um possível acordo para devolução de recursos em troca de benefícios, em vez de detalhar o esquema e citar outros participantes.

A decisão surge em um momento de pressão, com a PF prendendo familiares de Vorcaro, incluindo seu pai, primo e cunhado. Recentemente, o publicitário Thiago Miranda, considerado um braço de comunicação importante para o investigado, também foi alvo de operação, com seu passaporte apreendido sob o alerta de risco de fuga.

Em busca de uma nova linha de defesa, Vorcaro recebeu no último sábado (11) a visita dos advogados Cezar e Vânia Bitencourt, conhecidos por defenderem o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A banca Bitencourt disputa com outro escritório a representação de Vorcaro, e um acordo ainda não foi fechado. A expectativa é que os advogados retornem ao local para definir os próximos passos.

A investigação da PF sobre o caso Master é ampla, com a polícia já tendo listado cerca de 40 perfis que teriam atacado o Banco Central. A mudança de estratégia de Vorcaro indica uma tentativa de mitigar as consequências legais, priorizando a reparação financeira em detrimento da colaboração delatória completa.