É o que mostra um novo levantamento da P&D Brasil (Associação de Empresas de Desenvolvimento Tecnológico Nacional e Inovação), entidade que reúne empresas de diferentes áreas da indústria.
Ceron: Conjunto grande de estados deu sinal positivo a medidas sobre dieselBrasil abre mercado de carne suína para El SalvadorGoverno do DF pede aporte de R$ 4 bi ao FGC para ajudar BRB Segundo a pesquisa, o valor agregado das mercadorias que usam tecnologia nacional engloba desde a engenharia dos produtos até as margens de lucro finais.
Inclusive, os recursos que ficam no Brasil quando há tecnologia nacional envolvida são maiores que os dos chamados PPBs (Processo Produtivo Básico). Sigla dada a produtos feitos no Brasil, mas com o uso de tecnologias estrangeiras. Naturalmente, produtos nacionais também ganham de produtos importados.
Segundo o estudo, PPBs retém 52% do valor, enquanto produtos importados geram retorno de apenas 30% em valor agregado para o Brasil.
O avanço na capacidade tecnológica das indústrias brasileiras tem sido tema do setor e também do governo. O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) disse que pretende ampliar o valor agregado dos produtos industrializados no Brasil, inclusive em relação ao uso de minerais críticos.
À luz destes fatos, a associação também realizou um evento com representantes do governo federal, nesta semana, para discutir o avanço de tecnologias brasileiras e de novos mercados para os produtos nacionais.
Durante o evento da P&D Brasil, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, afirmou que o governo tem priorizado o desenvolvimento de engenharias tecnológicas via indústria brasileira.
"Existe um ecossistema setorial de inovação formado que nos permite construir e implementar políticas públicas para que, de fato, a indústria volte a ter protagonismo no crescimento econômico brasileiro. Isso é muito importante", afirmou Moreira.
Segundo a associação, com base em dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil investe 1,2% do valor do PIB em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
O percentual é menor que o investido por potências econômicas como China, que aplica 2,8% de seu PIB, e Estados Unidos, com 3,4% do PIB.
Nesta relação, os países que mais investem no segmento tecnológico são Israel, com cerca de 6,3%, e Coreia do Sul, que direciona cerca de 5% à ampliação da sua engenharia de pesquisa e desenvolvimento.
