Em entrevista ao podcast Frente a Frente, realizado pela Folha de São Paulo e UOL, Janja disse que seu papel de primeira-dama abrange compromissos que dependem, por exemplo, de viagens de classe executiva por conta do esquema de segurança feito pela PF (Polícia Federal).
"Nunca falamos sobre [ela e Lula] eu gastar demais, às vezes colocam todos os gastos da comitiva de uma viagem na minha conta. Não posso andar de econômica, tem que ser executiva, é questão de segurança. Por mim eu não andava com segurança, mas a PF tem que estar comigo. Tem alguns regramentos que eu tenho que seguir."
Câmara busca acordo para ampliar teto de MEIs e criminalizar misoginiaProcuradoria vê propaganda antecipada em fala de Lula sobre ex-ministrasMeio/Ideia: 15,4% dizem que Michelle tem mais poder; 9% apontam Janja Segundo a primeira-dama, parte das críticas direcionadas à ela tem o objetivo de atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao mesmo tempo: "Eu presto contas, tudo meu é público, quando viajo tem briefing."
Janja é alvo de críticas por parte de parlamentares da oposição principalmente em relação às agendas internacionais enquanto primeira-dama, que envolvem atuações no combate à fome e à violência contra a mulher. Em abril, o TCU (Tribunal de Contas da União) arquivou, por unanimidade, todos os processos relacionados a gastos e viagens da primeira-dama Janja da Silva por entender que não houve irregularidade nas despesas.
Na entrevista desta segunda, Janja ainda disse que o país nunca teve uma primeira-dama que "trabalhasse efetivamente".
"A gente fez uma normativa há dois anos [...], regulamentou algumas questões internas com relação a isso para ficar muito mais transparente. [...] A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente. Eu vou quase todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho. A sociedade brasileira, de modo geral, e a imprensa também não estavam acostumados com isso."
Janja por fim fez um apelo para que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que criminaliza a misoginia, hoje parado na Câmara dos Deputados. Segundo ela, o ódio à mulher é uma pauta nacional e "apartidária" e foge a qualquer religião.
