Em uma extensa jornada pelo estado catarinense, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), tem intensificado sua pré-campanha ao governo de Santa Catarina. Com um roteiro que ultrapassa 60 dias, Rodrigues tem priorizado o contato direto com a população e lideranças regionais, além de conceder entrevistas a veículos de imprensa locais. O objetivo central, segundo o pré-candidato, é construir um projeto de governo que contemple as especificidades e necessidades de cada região do estado, buscando consolidar seu nome como uma alternativa viável para a sucessão do atual governador.

Rodrigues justifica sua decisão de deixar a prefeitura de Chapecó, onde obteve mais de 80% de aprovação e realizou investimentos expressivos, pela convicção de que está preparado para liderar Santa Catarina. Ele aponta o modelo de gestão de Chapecó, que se tornou referência nacional em investimentos públicos, geração de empregos na indústria e programas sociais inovadores, como um exemplo a ser replicado em nível estadual. "É essa forma de governar que quero apresentar para os catarinenses: a entrega de obras, o cuidado com o dinheiro público", declarou, enfatizando a necessidade de atitude, coragem e liderança para concretizar ações, e não apenas anúncios.

O pré-candidato critica a atual administração estadual, apontando uma gestão ineficiente e a falta de investimentos em obras estruturantes essenciais. Rodrigues cita a Defesa Civil como um exemplo, mencionando a baixa execução orçamentária para prevenção de desastres, especialmente em um cenário de previsão de El Niño forte. Ele também destaca a urgência de melhorias na infraestrutura, como a situação da BR-101 em Itajaí, e defende um planejamento estadual de longo prazo, com forte articulação com o governo federal e proximidade com os municípios para identificar e solucionar problemas regionais.

No que diz respeito à saúde, João Rodrigues também aponta falhas significativas, como as extensas filas para procedimentos e a necessidade de deslocamento de pacientes para obter atendimento especializado. Ele propõe um governo que estabeleça metas claras, acompanhe indicadores diários, fortaleça hospitais públicos e filantrópicos, integre melhor os municípios e cobre resultados. A marca de um eventual governo Rodrigues, segundo ele, seria a "entrega", focada em garantir estradas em boas condições, hospitais funcionando, escolas de qualidade e segurança para os cidadãos, replicando a cultura de gestão eficiente que, segundo ele, demonstrou em Chapecó, sem a necessidade de aumentar impostos.