O ano de 2026 é visto como um período crucial de adaptação e aprendizado para os jovens empresários do Pará em relação à reforma tributária federal. Alírio Gonçalves, presidente do Conselho de Jovens Empresários da Associação Comercial do Pará (Conjove/ACP), classifica o período como um "ano teste", ressaltando a necessidade de orientação técnica especializada para que os empreendedores, especialmente os de micro e pequeno porte, consigam compreender plenamente os efeitos práticos das novas regras em suas rotinas de negócios.
Gonçalves explica que as alterações propostas pela reforma tributária estão gradualmente se consolidando e que os impactos tendem a ser mais sentidos por micro e pequenos empreendedores. "Estamos iniciando um ano teste da reforma tributária, que ano que vem já começa a entrar em vigor algumas especificidades da reforma e que é um ano de muito desafio", afirmou o dirigente, indicando um cenário de complexidade e incerteza para o setor.
Diante desse panorama, o Conjove tem intensificado seus esforços em oferecer capacitação aos seus associados. O objetivo principal é traduzir as complexidades da reforma tributária para uma linguagem clara e acessível aos empresários, facilitando a compreensão das novas diretrizes. "A gente precisa falar na linguagem do empresário. É importante que o tributarista, o contador saiba falar na linguagem do empresário", enfatizou Gonçalves, sublinhando a importância da comunicação eficaz entre os especialistas e os empreendedores.
O dirigente também ressaltou que a entidade trabalha ativamente para esclarecer os impactos da reforma no cotidiano das empresas, com um foco especial nos microempreendedores individuais (MEIs). A expectativa é que as mudanças internas trazidas pela reforma sejam sentidas de forma significativa pelos empresários. "As pessoas vão sentir sobre a reforma tributária porque tem muitas mudanças internas", pontuou, demonstrando a relevância das ações de esclarecimento e apoio promovidas pelo Conjove.
