O cenário político-eleitoral vive uma transformação profunda, marcada por um cidadão cada vez mais cético e bombardeado por informações incessantes. João Paulo Borges, conhecido como JPdoWhats, jornalista e estrategista de comunicação política e digital, aponta que muitas campanhas fracassam ao negligenciar as quatro fases fundamentais para estabelecer um relacionamento eficaz com o eleitor.

Em um ecossistema saturado de estímulos, o eleitor desenvolveu mecanismos de defesa contra o excesso de conteúdo, tornando-se mais seletivo e desconfiado. Essa realidade exige das campanhas uma abordagem mais refinada, que vá além da mera exposição e busque construir uma conexão genuína. Ignorar essa nova dinâmica significa, na prática, desperdiçar recursos e oportunidades de engajamento.

JPdoWhats enfatiza que o erro comum é pular etapas, tentando acelerar um processo que, por natureza, demanda tempo e paciência. As campanhas precisam entender que o relacionamento com o eleitor não é instantâneo, mas sim construído gradualmente através de confiança, empatia e relevância. A pressa em obter resultados imediatos pode levar a estratégias invasivas ou genéricas, que afastam em vez de aproximar o público-alvo.

A estratégia bem-sucedida, segundo o especialista, passa por respeitar o tempo do eleitor, oferecendo conteúdo de valor e mantendo uma comunicação consistente e transparente. É crucial adaptar a mensagem e os canais de comunicação à jornada do eleitor, desde o primeiro contato até a decisão final, garantindo que cada interação contribua para o fortalecimento do vínculo.