O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, em tom descontraído, a negativa de vistos a duas autoridades dos Estados Unidos que planejavam viajar ao Brasil. Segundo o presidente, a intenção dos visitantes seria "se intrometer nas eleições brasileiras", em um contexto de campanha eleitoral para o pleito de outubro.

As informações sobre a recusa de vistos foram inicialmente divulgadas por duas fontes próximas ao assunto à Reuters no sábado (25). De acordo com essas fontes, os funcionários do governo Trump tinham como objetivo questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro, uma ação que o governo brasileiro interpretou como uma tentativa de influenciar o resultado da eleição presidencial.

Em resposta às alegações, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, que pediu anonimato, declarou que "qualquer insinuação de que se trataria de uma 'manobra' para minar as eleições de uma nação democrática é uma mentira infundada. Trata-se de uma visita de rotina". A declaração americana buscou desqualificar a narrativa de interferência eleitoral.

Durante a convenção nacional do PSB, onde foi confirmada a chapa de Geraldo Alckmin como vice na sua candidatura, Lula aproveitou para reforçar que não deseja conflitos com o presidente americano Donald Trump. "Eu não quero briga com ele... eu não sou bobo", afirmou Lula, explicando que prefere o embate no campo das ideias e da "guerra da narrativa" para conquistar a vitória eleitoral.