Na conversa, segundo relatos feitos à CNN, Lula sinalizou que não cederia a pressões do Congresso e afirmou que estava convencido de que fez a melhor escolha para a cadeira no Supremo.
“A vaga é sua”, disse Lula a Messias, de acordo com relato de uma fonte próxima a ambos. Foi nessa mesma conversa que Lula pediu ao auxiliar que permanecesse no governo. Ao tranquilizar o amigo, Lula avisou que era apenas questão de encontrar o momento certo para uma nova nomeação.
Datafolha: 70% avaliam que relação entre Congresso e Lula é de confrontoPF se reúne com partidos para abordar segurança de candidatos à PresidênciaMarcha dos prefeitos começa nesta segunda com mira em presidenciáveis O teor da conversa entre Lula e Messias foi revelado pela CNN no início da semana passada. A decisão de Lula vem apesar de uma ala do governo e do PT defender que ele evite o desgaste na relação com o Legislativo. Esse grupo vinha insistindo que ele deveria indicar uma mulher para a vaga, para aliviar a resistência.
Na direção contrária, os que defendem uma nova indicação de Messias afirmam que o presidente precisa demonstrar força perante o Congresso. A ideia é que a nova indicação seja feita somente em terreno firme, quando o Palácio do Planalto tiver certeza de que não correrá o risco de uma nova rejeição.
O Planalto sabe que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), será peça-chave do processo. Uma possibilidade, segundo interlocutores de Messias, é que isso aconteça somente após as eleições, apostando em uma vitória de Lula.
