Articuladores do governo federal junto ao Congresso Nacional têm aconselhado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a fazer uma indicação “segura” ao STF (Supremo Tribunal Federal) antes do final de 2026.
Após ser reeleito, Lula sinalizou a aliados próximos o desejo de insistir na indicação do AGU (advogado-geral da União), Jorge Messias, para a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso.
Após visita a Jair Bolsonaro, Carlos reafirma apoio a Rogério MarinhoJustiça condena Sergio Maurício a pagar R$ 10 mil a Erika por danos moraisFlávio pede que Moraes deixe investigação e que Mendonça assuma caso Segundo articuladores, contudo, o nome de Messias segue não pacificado junto ao Senado Federal. Em abril, a indicação do advogado-geral da União foi rejeitada pela Casa Alta na maior derrota do governo Lula 3 no Legislativo.
Diante do cenário, parlamentares aliados e integrantes do Palácio do Planalto pedem um nome que tenha a aceitação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e das lideranças da Casa.
O nome favorito dessa ala é o de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União). O ex-parlamentar era o favorito de Alcolumbre e da cúpula da Casa Alta antes da indicação de Messias.
O principal argumento dito por estes articuladores é de que Lula deveria garantir a aprovação de um indicado ao STF ainda em 2026, antes da renovação do Senado – considerando que a direita garantiu avanço na Casa após as eleições.
Somente o PL (Partido Liberal), de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, terá 28 cadeiras a partir de 2027, sendo que 19 foram conquistadas nesta eleição.
Esta ala também pondera a aproximação entre Lula e Alcolumbre durante as eleições como um fator “pró-Pacheco”. O petista apoiou candidatos do presidente do Senado na disputa local no Amapá; e o parlamentar acelerou a tramitação de pautas de interesse do governo às vésperas do pleito.
Lula ainda não bateu o martelo sobre a indicação, mas tende a realizar a indicação ainda em 2026. O presidente tira dias para descanso e recuperação da voz após as eleições e amadurecerá a decisão após a próxima semana, segundo fontes.
A articulação do governo indica que, além da iminente indicação ao STF, são prioridades a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública e o PLOA (projeto de lei orçamentária anual).

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/H/N/tpT9XySzCWBnAIctjH9A/29jnac803-frame-3539.jpeg)

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/4/7/E0x2uDTAetbYAqytWgIw/montagem-horizontal-1200px-7-.jpg)