Essa avaliação já corria nos bastidores nas horas que antecederam a abertura do plenário virtual, tanto na visão de advogados que acompanham o caso quanto na de integrantes da própria Corte ouvidos pela CNN.

STF tem maioria para manter prisão de Daniel Vorcaro e aliadosMaster: PF envia celulares e notebooks pendentes de perícia para São PauloMaster: Mendonça avalia prorrogar inquérito que investiga fraudes no banco No fim da manhã, formou-se maioria pela manutenção da prisão de Vorcaro, com os votos dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. Ainda faltava o voto do ministro Gilmar Mendes.

Nos bastidores, advogados e ministros reconhecem, sob reserva, que há forte pressão política relacionada ao caso. As menções aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes jogam um papel determinante nesse cenário. Mas é fato que, desde a liquidação do banco, o movimento já era intenso em Brasília, dada a ampla rede de contatos e influência de Vorcaro na capital federal.

É recorrente entre ministros do STF e advogados de defesa ouvidos pela CNN a alegação de que, ao permanecer na prisão, as possibilidades de defesa de Vorcaro se tornam cada vez mais estreitas. Já vem sendo especulada nos bastidores, inclusive, uma eventual mudança no quadro de advogados do banqueiro, caso a colaboração se torne de fato a primeira opção.

Sob reserva, advogados do dono do Master argumentam que não há base para a prisão preventiva. Um dos principais fatores que justificam essa posição, segundo a defesa, é o fato de mensagens extraídas do celular e usadas para fundamentar a ação da PF (Polícia Federal) terem sido trocadas meses atrás. Portanto, por essa premissa, não haveria qualquer risco à investigação neste momento.